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    Escrito por Danielle Jardim
    Postado em 19 de junho de 2018, na categoria Graduação em Turismo

    Assim como acontece em outras profissões, no turismo existe o Código de Ética do Turismólogo para ser seguido pelos profissionais da área e o dia 08 de maio foi a data escolhida para se comemorar o dia Nacional do Turismo e neste mesmo dia houve um evento político institucional organizado pela ABBTUR – Associação Brasileira de Turismólogos, com o intuito de comemorar a data, como também de consolidar o foco na valorização e qualificação dos profissionais da área.

    Com isso a ABBTUR instituiu oficialmente o Código de Ética do Turismólogo:

    Capítulo I
    Da compreensão do fenômeno

    Artigo 1º – O Turismólogo tem um amplo espectro de atuação profissional. Sua formação acadêmica multidisciplinar possibilita-lhe ter uma visão técnica-científica adequada do fenômeno contemporâneo caracterizado pelo conjunto de fatos e relações produzidas pelo deslocamento de indivíduos motivados por razões diversas, descanso, lazer, socioculturais, negócios, excetuando-se as de cunho socioeconômico permanente dentro dos princípios sustentáveis.

    Capítulo II
    Dos princípios fundamentais

    Artigo 2º – O direito ao deslocamento dos indivíduos (ir e vir) sem discriminações, respeito às relações sociais, à cidadania e à paz social devem ser os fatos geradores da atividade profissional do Turismólogo.

    Artigo 3º – A atuação profissional do Turismólogo deve ser pautada pela verdade, dignidade, independência e probidade.

    Artigo 4º – O exercício da atividade profissional inerente ao Turismólogo não pode ser usado por terceiros com objetivos exclusivos de lucro, finalidade política, religiosa ou racial.

    Artigo 5º – O sigilo quanto a informações privilegiadas e/ou confidenciais deve ser utilizado pelo profissional, objetivando resguardar as relações com o contratante, desde que seu silêncio não propicie prejuízo ao direito do deslocamento, integridade do turista ou das comunidades receptoras.

    Artigo 6º – Cabe ao profissional denunciar às autoridades e às instâncias dos órgãos da categoria quaisquer atos e práticas que coloquem em risco a integridade do turista, adotando-se o mesmo procedimento no caso de produtos ou serviços turísticos comercializados através de propaganda enganosa.

    Artigo 7º – Cabe também denunciar atos ou práticas que depredem ou comprometam os bens naturais e/ou culturais das comunidades receptoras.

    Artigo 8º – Ao Turismólogo cabe denunciar a violação dos direitos das crianças e adolescentes no turismo.

    Artigo 9º. – Cabe ainda trabalhar para que o Turismo seja um direito de todos, contribuir para o desenvolvimento do turismo social e acessível;

    Artigo 10º. O Trabalho do Turismólogo deve ser pautado na atuação em prol das diferenças e pela tolerância;

    Artigo 11º. O turismólogo deve ser um agente de mudanças e transformações na área turística, fazendo da mesma uma atividade de inclusão de toda sociedade e das boas relações entre visitantes e visitados e do respeito as diferenças culturais e junto à comunidade receptora.

    Artigo 12º.Ao profissional cabe atuar para que o desejo pelo ganho material não se sobreponha aos fins sociais de seu trabalho que é de interesse da sociedade da qual faz parte.

    Capítulo III
    Pressupostos do modelo de turismo sustentável

    Artigo 13º – Entendendo turismo sustentável como modelo de desenvolvimento da atividade turística, caracterizando-se pelo aproveitamento racional de recursos naturais e culturais, o Turismólogo deverá:

    § 1º. planejar o uso adequado das áreas naturais, no desenvolvimento da atividade turística;

    § 2º. criar roteiros e produtos adequados à legislação ambiental em vigor;

    § 3º. respeitar a comunidade receptora, contribuindo diretamente para a melhor absorção social dos benefícios proporcionados pela atividade turística, sem explorar ou causar especulações;

    § 4º. No planejamento e organização dos produtos e roteiros, estabelecer, como premissa básica, o respeito e a defesa da integridade dos bens naturais e culturais da comunidade receptora;

    § 5º. Fomentar a educação inclusiva e promover oportunidades para comunidades excluídas do sistema formal;

    § 6º. Promover a conservação e uso sustentável dos oceanos, mares e dos recursos marinhos e dos rios para o desenvolvimento sustentável;

    § 7º. Assegurar padrões de produção e consumo sustentáveis;

    § 8º. Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra, e estancar a perda de biodiversidade.

    Capítulo IV
    Dos compromissos com a defesa da categoria

    Artigo 14º – Ao Turismólogo cabe:

    § 1º. filiar-se à entidade de classe cumprindo com suas obrigações de associado;

    § 2º. acatar as resoluções regularmente aprovadas pela entidade de classe;

    § 3º. auxiliar na fiscalização do exercício profissional e zelar pelo cumprimento do Código de Ética, comunicando aos órgãos competentes as infrações das quais tiver conhecimento;

    § 4º. prestigiar a entidade de classe, participando das atividades por ela desenvolvidas;

    § 5º. zelar pela boa imagem da classe através de seu desempenho profissional, zelando por sua reputação pessoal e profissional;

    § 6º. não se utilizar em benefício próprio de vantagens ou privilégios inerentes a cargos de direção na entidade de classe;

    § 7º. defender e ser defendido pelo órgão de classe se ofendido em sua dignidade profissional;

    § 8º. apoiar as iniciativas e os movimentos legítimos de defesa dos interesses da categoria;

    § 9º. difundir e aprimorar o conhecimento do fato e do fenômeno turístico;
    § 10º. não assinar/participar de planos/projetos que comprometam o meio ambiente;

    § 11º. Desenvolver ações que contribuam para a conscientização da sociedade sobre a importância do turismo como instrumento de desenvolvimento.

    § 12º. Não denegrir a imagem da categoria.

    § 13º. Valorizar área de formação do turismólogo e defender a classe na atuação profissional.

    Capítulo V
    Do relacionamento com o cliente

    Artigo 15º – Nas relações profissionais que mantiver com seu cliente, o Turismólogo deve:

    § 1º. observar a legislação vigente, especialmente no que tange aos direitos do consumidor;

    § 2º. atender o cliente de acordo com o real interesse e exigência deste, de forma técnica apropriada e exequível, orientando sua escolha e salientando as respectivas características do serviço prestado;

    § 3º. evitar a disputa de prestação de serviços profissionais, mediante aviltamento de honorários ou concorrência desleal.

    Capítulo VI
    Das proibições

    Artigo 16º – É vedado ao Turismólogo:

    § 1º. autorizar o uso de seu nome por qualquer empresa privada ou órgão público onde não desempenhe atividade profissional;

    § 2. Assinar planos, projetos, pareceres ou outros documentos técnicos – elaborados por terceiros para cumprir concorrências públicas ou cumprimento de legislação turística;

    § 3º. contribuir, de qualquer forma, para que a profissão seja exercida por pessoas não habilitadas;

    § 4º. praticar qualquer ato que contrarie a legislação vigente e tenha conotação ilegal ou ilícita;

    § 5º. tomar qualquer iniciativa que represente violação do sigilo profissional;

    § 6º. Participar de práticas de subornos e corrupção em geral;

    § 7º. Participar de notícias falsas nas mídias sociais “Fake News”; e

    § 8º. Cometer qualquer ato de exclusão social, de raça, cor, gênero ou status financeiro.

    Capítulo VII
    Da relação com os colegas

    Artigo 17º – O Turismólogo deve abster-se de:

    § 1º. praticar qualquer ato que possa prejudicar os legítimos interesses de outro profissional;

    § 2º. criticar de maneira desleal os trabalhos de outro colega de profissão;

    § 3º. apropriar ideias, planos e projetos ou quaisquer produções de iniciativa de outros profissionais, sem a devida autorização dos autores;

    § 4º. rever ou retificar o trabalho de outro profissional, sem a anuência do autor;

    § 5º. realizar qualquer ato inidôneo que prejudique a reputação ou a atividade exercida por outro colega;

    § 6º. intervir na relação comercial entre outros profissionais e seus respectivos clientes, exceto nos casos em que sua participação tenha sido expressamente solicitada.

    Disposições Finais

    Artigo 18º – A partir desta data fica instituído o CÓDIGO DE ÉTICA DO TURISMÓLOGO, que fortalece e instrumentaliza o Comitê de Ética da ABBTUR Nacional e as Seccionais deverão instituir suas Comissões de Ética.

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