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    Escrito por Gabriela Araujo
    Postado em 18 de setembro de 2018, na categoria Dicas & Protagonismo

    Dom é uma palavra que usamos para nos referir a aptidões extraordinárias que existem sem esforço. É um termo entrelaçado com nossa ideia de capacidade, ainda que seja essencialmente um mito.

    É uma ideia que por vezes nos impede de alcançar o nosso potencial real porque acreditamos que desde o princípio saímos em desvantagem sem o tal talento nato.

    A fábula do dom não precisa ser empecilho para seu desenvolvimento. Resta manter alguns pontos importantes em mente:

    Desmistificando: dom

    Definição de dom: Qualidade inata, natural; aptidão, talento.

    Solicitando a licença para discordar da etimologia, não existe na prática o conceito de um talento inerente. Alguém pode sim apresentar maior afinidade com determinado tema ou característica, mas isso não significa nada a menos que a pessoa o desenvolva.

    Todo talento é resultado de uma tentativa e todo acerto deriva de um progresso. Deste modo, não existe dom, e sim perseverança. Não existe dom, existe evolução.

    Nada alcança todo o seu potencial enquanto ainda em seu estado bruto. Não nascemos prontos para conquistar o mundo, nós nos tornamos o melhor que podemos ser ao longo do tempo e ao longo de vivências.

    A única coisa que é “nata” é quem somos, todo o resto é resultado de nosso trabalho.

    Introduzindo: iniciativa

    Uma vez que entendemos que o dom é um conto de fadas, podemos nos concentrar no que realmente nos impulsiona a crescer. Isto é, agora descobrimos que precisamos ter iniciativa para fazer acontecer.

    É preciso ter humildade para reconhecer que não sabe algo, mas está disposto a buscar saber. É necessária a capacidade de analisar o que precisa ser feito e então ir fazer. É fundamental a percepção de que não sabe por onde começar e então ir descobrir. É imperativa a predisposição para ser o primeiro a arriscar.

    Por muitas vezes em nossas carreiras, buscamos pelas receitas de sucesso já formuladas. Temos uma ideia e então buscamos na internet para saber se alguém já fez algo parecido antes. Se não encontramos nada, pronto, transformamos o inédito em empecilho.

    Cases de sucesso são excelentes nortes para que trilhemos os nossos caminhos, mas não são tudo. Não tema ser o primeiro. Se não há ninguém para inspirá-lo, inspire você mesmo. Vista o paraquedas e arrisque, só não deixe de saltar.

    Incentivando: você

    E depois de passarmos pelas duas etapas anteriores, chegamos ao cerne do processo: confiar em nós. Acreditar em nossa capacidade é frequentemente o fator mais difícil de todos, mas não é necessário ressaltar que ele é também o mais importante, né?

    Está em dúvida se irá conseguir? Invista e se empenhe. Muitos daqueles que hoje são admirados por seus grandes feitos enfrentaram oposições que buscavam ridicularizá-los. Com certeza suas mentes devem tê-los chamado de loucos uma vez ou duas. Ainda assim, tiveram iniciativa no que fazia sentido para eles e nisso acreditaram.

    Não adianta investir em um caminho porque alguém disse ser o certo ou porque existem várias pessoas que seguiram por ele previamente e se deram bem. Desvende o caminho certo para você e trabalhe meios para desenvolvê-lo.

    “Meu colega tentou de primeira e conseguiu. Eu tento, tento e nada. Ele deve ter o dom. Eu é que não tenho chance”.

    E para este obstáculo que é comum, convido a refletir sobre outros três fatores antes de cair no desespero e eliminar todas as suas chances de vez ao desistir. Vamos à elas:

    1. O processo de seu colega não tem nada a ver com o seu. Não julgue seu êxito através do que foi conquistado por outra pessoa. Se não fui eu o responsável pela ação, por que é essa ação que define minha capacidade? Paremos de montar o nosso roteiro pelas palavras alheias e vamos construir nossa própria narrativa. Sucesso exige autonomia.
    2. Se pensa que o seu processo está demorando muito ou que não alcançou o resultado esperado, não lamente, investigue. Confira se seu método está adequado, analise se é realmente eficaz, mensure resultados e implemente melhorias a partir deles. Esgote as possibilidades de ação. Sucesso exige manutenção.
    3. Considere você. Se após tudo isso continuar dando errado, pare, dê um passo para trás, avalie-se. Este caminho é o certo? É o caminho que não só quer, mas precisa? Caso descubra que se equivocou, está tudo bem, mude. Encerrar um ciclo e iniciar outro também é iniciativa. A iniciativa de ser o melhor para si. Sucesso exige valentia.

    Uma parte de nosso sucesso envolve oportunidade, mas uma grande porção está relacionada à nossa atitude. É preciso assumir a responsabilidade pelos nossos objetivos e ir atrás deles, mesmo quando ninguém acredita ser possível. Não seja guiado, seja o seu protagonista.

    Lembre-se: nossa carreira requer ações e não desculpas.

    Precisa de outro texto para te motivar? Leia a postagem aqui no site sobre fazer mais pelos nossos sonhos e vai encontrar o que procura.

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