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    Educação 6 de outubro de 2017

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    Escrito por Danielle Jardim
    Postado em 14 de agosto de 2017, na categoria Redatores de Ideias

    UMA ANALOGIA COM O LIVRO 100 DIAS ENTRE CÉU E MAR DE AMYR KLINK

    Sabe-se que no início do turismo para que este existisse, quem o praticasse, deveria percorrer por longas distâncias até seu destino final e assim sendo, aquele considerado turista utilizava de meios de transporte para se deslocar, facilitando assim a viagem. Os meios de transporte usados antigamente para o deslocamento de pessoas com o intuito de “fazer” turismo, evoluíram e hoje em dia os turistas que o consomem, dispõem de cada vez mais de meios sofisticados, agregando conforto e qualidade durante todo o trajeto. Entretanto e se o foco da viagem não somente for a qualidade do transporte, mas utilizar de todo o trajeto como parte dos pacotes oferecidos pelas operadoras de turismo, melhorando a experiência do turista para com o local?

    A resposta para esta e tantas outras perguntas podem ser encontradas no livro 100 Dias entre o Céu e Mar, escrito por Amyr Klink, que conta a história de um bravo homem com o enorme desejo de atravessar o oceano Atlântico em direção ao seu país, O Brasil. No livro que nada mais é um monólogo, Amyr conta detalhes de sua peripécia, relatando ao leitor difíceis decisões, sempre perpassando por suas experiências de vida, há de se notar que também, nesta obra, o autor a todo momento despeja para o leitor situações raras e perdidas no tempo com o avanço das tecnologias.

    O imediatismo ficara totalmente de fora deixando apenas o deleite da paisagem que a cada dia surgia uma novidade, Amyr conseguiu a atravessar o oceano dentro de uma embarcação pequena, todavia, confortável e com todos os equipamentos necessários. Foi de extrema importância a duração de tempo para a confecção de seu iate, cerca de três anos consultando especialistas, pesquisando sobre experiências no mar, guias de sobrevivências etc. Redigiu seu próprio dossiê a fim de encontrar apoiadores da ideia e assim o fez, conseguiu e partiu para o ponto de saída, uma cidade ao sul do continente Africano. Chegando nas terras onde nasceu a civilização humana, Klink enfrentou problemas burocráticos que atrasou sua saída, mas no fim deu tudo certo e se lançou ao mar com um único foco, chegar ao Brasil cem dias após aquele dia.

    No início do percurso, Amyr fora percebendo que estava sozinho e aos poucos, convivendo consigo se acostumou e adorava sua companhia, “conheceu” animais, nomeou ondas, enfim, viveu com o meio ambiente que o cercava e muito bem!

    Baseando-se no livro/experiência de Klink, as operadoras de turismo e ou qualquer empresa que com este trabalhe, deveria ao menos captar as principais mensagens emitidas pelo autor. A grande conexão entre Klink e o mar, intermediado por sua embarcação é fantástica, vê-se o quão importante para ele fora conhecer e conviver com a natureza, e melhor, entendê-la! Tubarões, animais repudiados por grande parte das pessoas começaram a “atacar’” o pequeno barco, mas por que? A resposta nada mais era que usá-la de isca e assim capturar sua alimentação (outros peixes), dificilmente aquele animal procurava por carne humana, e Klink após tanto observar compreendeu o ocorrido, são situações como esta que o transporte poderia ofertar ao usuário, quem quer que seja, turista ou não.

    No universo do sistema tão amplo conhecido como turismo, podemos identificar categorias e a partir dela elaborar planos específicos para cada público, dentre estes há o turismo alternativo, o oposto do turismo de massa, aquele que geralmente é organizado sem o menor intuito de enriquecimento intelectual com foco somente no lazer, sol ou mar. Klink poderia facilmente se interligar com o lado alternativo da moeda, sendo capaz de melhorar a experiência do indivíduo com o meio ambiente. Um dos focos para quem o pratica é favorecer a manutenção e amadurecimento de ideais voltados para a conservação e apreciação da natureza.

    Entretanto não somente focar num público e oferecer vivências para outros, sempre pensando no meio de transporte, porém também dar a oportunidade a todos de desfrutarem e entenderem que o percurso para o destino final também se torna atrativo e belo.

    O transporte se bem pensado pode vir a se tornar o atrativo em si, como já existem em diversas regiões do planeta, e nele o planejamento é fundamental, toma-se como base a quantidade de tempo levada por Amyr para criar seu barco, a importância dos mínimos detalhes foram fundamentais, pensando nas mais remotas possibilidades, tornando assim sua embarcação numa arriscada obra perfeita.

    Promover aprendizados através da embarcação ou qualquer outro meio de transporte seria a principal diferença no momento de fornecer um turismo responsável, não somente seria essa a resposta para a pergunta do título deste texto, e sim o quão importante é mudar o paradigma de que quanto mais rápida for a viagem, melhor será. Entre núcleos emissivos e receptivos, em trânsito, se cambiam ideias e pensamentos ímpares que a depender de como for sua prática, perduram para sempre no pensamento do turista.


    Quem escreveu? Este é um texto de Diogo Santos, discente do curso de Turismo e Hotelaria da UNEB.
    Contato: www.linkedin.com/in/diogoosantos

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