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    Educação 6 de outubro de 2017

    A era digital chegou na educação e está simplificando cada vez mais a maneira de apreender, tornando o impossível acessível. Confira as dicas de cursos sobre empreendedorismo, finanças pessoais, formalização de empresas etc.

    Escrito por Danielle Jardim
    Postado em 10 de Março de 2017, na categoria Entrevistas & Protagonismo

    Para você que também quer uma experiência na Irlanda ou Portugal, também tem vontade de fazer um mestrado e também quer vivenciar a profissão como essa turismóloga:

    Conversei com a Nathália Gomes sobre intercâmbio, sobre mudança e escolha de profissão. Ela é a criadora do blog “Turismóloga Pelo Mundo“, que também tem canal no Youtube. Um espaço que ela divide toda a sua experiência na Irlanda e agora em Portugal.

    O Começo

    Foto: Nathália na Universidade de Évora, Portugal

    Então, tudo começou quando eu tinha 10 anos e minha mãe me colocou para estudar inglês em uma escola de idiomas da minha cidade. Eu não sei de onde ela tirou essa ideia, mas foi a melhor possível. A partir daí eu comecei a me
    apaixonar por línguas, foi quando com 13 anos comecei a estudar espanhol e com 19 comecei a estudar francês. Me formei no inglês com 15 anos e sabia que queria trabalhar com isso: com idiomas, com diferentes culturas, com estrangeiros. Foi quando na época do vestibular comecei a procurar por cursos e conheci o turismo, o curso que tanto amo. Cursar a graduação na UFF foi maravilhoso, tive professores excelentes e saí de lá ainda mais encantada pelo curso.

    A carga horária do meu curso foi bem intensa, nos dois primeiros anos eu estudava período integral e apenas no terceiro ano eu pude fazer estágio. Meu primeiro estágio foi na prefeitura de Niterói no centro de informações turísticas, então eu dava informações para os turistas e também acabei por ser guia de turismo no ônibus turístico, que fazia um tour por alguns atrativos da cidade. Depois disso eu fiz 7 meses de estágio na CVC, que é uma agência de turismo muito conhecida, e depois comecei um outro estágio em uma operadora de turismo no Rio de Janeiro, que após me graduar me contrataram. Trabalhei lá por um ano e meio, até me mudar para a Irlanda.
    Se eu pudesse voltar a graduação…Gostaria de ter sido monitora de alguma disciplina, isso não tive oportunidade de ser por conta dos outros estágios.

    Os desafios da profissão e o apoio familiar

    Eu nunca cheguei a desistir ou pensar que fiz o curso errado, porque sempre amei a profissão e nunca me imaginei cursando nenhum outro curso. Eu sabia sim dos riscos e que, infelizmente, ainda não é uma profissão tão reconhecida, mas eu tenho muita fé que isso está mudando e ainda vai mudar. Porque o turismo é uma atividade que está crescendo cada dia mais no mundo inteiro e é claro que, com isso, é preciso ter profissionais capacitados e qualificados para atuar nessa área.Não digo que foi fácil, mas nunca pensei em desistir.
    Graças a Deus, isso nunca foi uma questão na minha família. Minha mãe sempre fez o que pôde para me dar um bom estudo, pagava com muito amor meus cursos de idiomas, porque ela sabia da minha paixão e que eu me esforçava muito. Então ela sempre me apoiou nas minha decisões e independente do que eu escolhesse, tenho certeza, que ela me apoiaria.

    Vivenciando o Turismo na Irlanda

    A Irlanda foi um presente na minha vida e aconteceu de repente. Eu nunca pensei em morar fora, sempre tive o sonho de viajar o mundo, mas sempre dizia que morar fora eu nunca faria, e cá estou eu. Em janeiro de 2014 eu estava conversando com uma amiga e do nada falamos sobre fazer intercâmbio, no início isso me soou um pouco fora da realidade, meio loucura, mas decidi ir atrás disso e buscar informações. Depois eu decidi que isso seria bom para mim, pois melhoraria meu inglês, poderia viajar um pouco pela Europa e conheceria uma nova cultura. Na agência fui para fechar 1 mês de intercâmbio, mas graças a querida agente, eu mudei de ideia e fui fazer 6 meses de intercâmbio. Porém quando fui não quis mais voltar, aí fiquei lá por 2 anos e meio até vir para Portugal. Em Dublin eu cheguei a trabalhar dois meses para uma agência de intercâmbio, mas como não era registrado e nem remunerado eu não pude continuar, então segui para outros trabalhos para me sustentar, mas nunca abandonei o turismo por completo. Foi nesse período que decidi fazer o canal para fazer o que amo.

    O turismo receptivo na Irlanda é muito forte, principalmente em Dublin. Tanto é que dados indicam que o turismo cresceu 12,3% nos primeiros 8 meses desse ano, comparado com 2015. O país é lindo e vem muitas pessoas do mundo inteiro para visitar. O turismo cultural é bem forte lá, tem muitos museus, castelos, cidades históricas, além das belezas naturais que também é uma característica forte do país, com muito verde e natureza exuberante. Pelo que pude observar, o perfil do turista que vai para a Irlanda é o perfil independente, que vai sem agencia e muitos mochileiros que viajam pela Europa também. Além dos intercâmbistas do mundo inteiro, que escolhem a Ilha esmeralda para estudar inglês.

    Uma ideia para inserir no Brasil

    Tem um serviço que tem na Irlanda e em alguns outros países que eu gostava muito que eram os aplicativos dos ônibus da cidade. Além de ter os monitores nos pontos dizendo o horário dos ônibus, era possível acompanhar pelo aplicativo antes mesmo de sair de casa, sem correr o risco de não saber quando o próximo ia chegar. Esse para mim é um dos melhores, apesar de parecer bobinho ajuda muito, ainda mais na correria do dia-a-dia.

    Mestrado em Portugal

    Eu sempre fui muito tímida e ainda me considero, mas em um nível mais moderado. O turismo me ajudou muito com isso, principalmente após trabalhar de guia de turismo, morar fora e ter o canal no youtube. Mas desde a graduação eu já cogitava a possibilidade de ser professora e passar para os meus alunos minhas experiências e falar do que tanto amo, além de ter crescido com uma professora em casa, a minha maior inspiração, minha mãe. Eu escolhi Portugal primeiro pela questão financeira, pois os cursos tem preços bem mais acessíveis, diferente da Irlanda onde eu morava, por exemplo, e pela facilidade de continuar no país futuramente.
    O mestrado em Turismo e Desenvolvimento de Destinos e Produtos, ao qual eu faço parte, tem uma duração de 2 anos. O processo seletivo foi bem simples, apenas tive que me inscrever no período disponível e preencher meus dados pessoais, acadêmicos e profissionais. A aprovação dava-se pela soma dos valores de acordo com as informações passadas como curso de graduação, experiências profissionais, artigos publicados, entre outros.
    Essa é uma questão bem complicada, hoje eu não penso em voltar ao Brasil para morar mais, eu gosto muito de morar por aqui e pretendo seguir estudando e me capacitando um pouco mais. Mas quem sabe no futuro eu não volte como doutora e possa contar um pouquinho das minhas experiências e passar meus ensinamentos nas universidades do Brasil, é uma possibilidade sim.

    Dicas para você que quer intercambiar

    Minha dica é, se tem vontade de ter uma nova experiência de morar fora, de estudar ou mesmo só viajar, vá em frente e não desista. Se programe direitinho e corra atrás dos seus sonhos. Eu sou a prova viva que se fosse pensar com a razão eu nunca teria saído do Brasil, mas eu trabalhei muito, tive muita fé e força de vontade e consegui realizar meus sonhos e sigo correndo atrás de outros. Se você ainda não teve como sair do Brasil para estudar, passear ou trabalhar aproveite o tempo que tem aí e se capacite também, faça por onde que na hora certa tudo que tiver que acontecer, acontecerá. Mas lembre-se que nada vem na sua mão, a sua ação é parte importante para a realização dos seus sonhos.

    A Nathália também tem um canal no Youtube, onde fala sobre a profissão e sobre sua experiência morando fora e o mestrado em Portugal, olha só:

    Para mais dicas e vídeos, curta a página da Nathália: Turismóloga pelo Mundo.

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