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    Escrito por Redatores de Ideias
    Postado em 13 de Março de 2017, na categoria Redatores de Ideias

    Em pleno século XXI, ignorar o público LGBT e o que este seguimento representa para o turismo não é uma boa escolha.

    Os homossexuais possuem renda dupla e na maioria das vezes não tem filhos, fazendo com que o casal possa se dar o luxo de ter um padrão de vida mais elevado. Infelizmente o turismo LGBT não alcançou ainda todo o seu espaço no mercado do turismo, existem várias agências que proporcionam pacotes GSL, mas não o suficiente comparado ao tamanho atual desse público que está crescendo cada vez mais. Ignorar esse nicho é um grande equívoco. Se o Brasil tomar iniciativa de promover o turismo LGBT estará contribuindo não apenas para aumentar a renda do país, mas também para acabar com a discriminação e preconceito para com esse público.

    “O turismo é um passaporte para a paz” (Lema: Ano Internacional do Turismo,1967- ONU).

    O que é preciso ser feito no Brasil para atrair especificamente turistas gays do exterior é a promoção do país como um destino que mereça ser visitado pelos turistas GLS. O país precisa se tornar gay e lesbian friendly e mostrar isso a essa comunidade. Entretanto não basta apenas chegar até o mercado e anunciar aos turistas gays que eles são bem vindos no Brasil. É preciso anunciar isso e garantir que isso seja verdade. A maioria dos turistas GLS é bem informada e exigente portanto, não é facilmente enganada com propaganda falsa.

    Por isso, o Brasil precisa decidir que imagem quer veicular para incentivar os turistas gays e lésbicas, não residentes e residentes a conhecerem nosso país. Mas essa imagem tem que ser reflexo da realidade existente no Brasil, e no momento essa realidade ainda não é muito adequada para tornar o fluxo de turismo LGBT constante.
    Para o Brasil apresentar uma boa imagem é necessário transformar sua realidade social, arrumando a casa para receber os turistas LGBT em grande número e assim, passar a fazer parte dos destinos privilegiados que são visitados por eles.


    Quem escreveu? Este texto é da Walquíria Proença, Estudante de Turismo do 4º semestre da FACCAT e Estagiária da Secretaria de Turismo de Gramado para o Redatores de Ideias.

    Contato: linkedin.com/in/walquiriaproenca

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    1. Flávio Mello em 18 de agosto de 2017

      Mais ou menos! Investir em segmentação deve ser muito bem pensado, a menso que queira se especializar.
      Um dos problemas que a causa LGBT enfrenta é o aparelhamento que a utiliza como ferramenta de militancia ideológica em um mundo cada vez mais polarizado, isso sem contar as restrições religiosas evidentes como de islamicos e evangélicos.
      Deste modo, a questão vai muito, mas muito além do imediatismo financeiro sem considerar seus aspectos culturais, impactos nas demais segmentações e é claro, a realidade local que pode reagir violentamente a ponto de consolidar o termo “turismofobia” como uma realidade em cidades como Barcelona por exemplo.

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